segunda-feira, 4 de setembro de 2017

TAPITI

(foto: Luciano Leone)
Nem olhos vermelhos, nem pelo branquinho. Mas, ainda assim, ele é coelhinho! Habitante de florestas da América Central e do Sul, o tapiti é uma espécie de coelho pouco conhecida. Mesmo sendo encontrado em várias partes do Brasil, esse animal pequeno, de cor castanha com tons alaranjados, olhos escuros e orelhas curtas não é famoso a ponto de receber pedidos de ovos de páscoa. Apesar disso, vale a pena conhecê-lo!

Bicho de hábitos noturnos, o tapiti faz a sua própria toca escavando o solo. Ali tem seus filhotes, que nascem frágeis, sem pelos e de olhos fechados. A cada gestação, a mamãe tapiti tem, em geral, quatro coelhos e, para eles, prepara um ninho macio, feito com vegetação e com o seu próprio pelo. Um lar confortável e, principalmente, seguro para os pequenos tapitis. Afinal, nunca se sabe quando alguns dos predadores da espécie, como a jaguatirica e o lobo-guará, estarão à espreita, não é mesmo?

Em risco

A má notícia, porém, é que os tapitis estão desaparecendo de várias regiões do país. “Com a destruição de florestas e outros tipos de vegetação nativa, para uso na agricultura e criação de animais domésticos, os ambientes do tapiti têm sido devastados”, conta o médico veterinário Walfrido Tomas, pesquisador da Embrapa do Pantanal. Assim, é cada vez mais difícil observar os tapitis ao longo de estradas durante a noite.

Mas não se engane: apesar de nem sempre ser fácil encontrar esses bichos, ainda existem muitos pelo Brasil. 

Ramon Ventura
Débora Antunes 
Instituto de ciências Hoje
Rio de janeiro

PREVENDO O PERIGO

(Foto: Carlos E. L. Ferreira)
Estudo tenta descobrir que espécies de peixes podem entrar em risco de extinção

“Melhor prevenir do que remediar”, dizia a sua avó. Já pensou se fosse possível descobrir que uma espécie pode entrar em risco de extinção antes mesmo de ela se encaixar nessa categoria? Pois pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina desenvolveram um modelo que pode prever se uma espécie é vulnerável, ou seja, se ela pode entrar na lista de espécies em risco de extinção.

O mero é uma espécie de grande porte e está ameaçado de extinção. Ele é protegido por lei e sua pesca é proibida na costa brasileira.

Segundo a bióloga Mariana Bender, a ideia do estudo era entender o estado de conservação das espécies de peixes que vivem em recifes de coral brasileiros e descobrir se elas estariam ou não vulneráveis. “A importância de prever essa vulnerabilidade é indicar que fatores podem levar uma espécie ao risco de extinção”, explica.

Os pesquisadores avaliaram, então, 559 espécies. Eles juntaram as características biológicas desses peixes – como tamanho, tipo de alimentação e aspectos da reprodução – e informações sobre as ameaças presentes no ambiente, como a pesca predatória.

“Comparando os dados de vários peixes, o estudo buscou encontrar as características mais comuns entre as espécies ameaçadas de extinção”, conta Mariana. Com isso, os cientistas esperavam identificar espécies que têm as mesmas características de vulnerabilidade, mas que ainda não faziam parte de nenhuma lista de animais ameaçados de extinção.

(Foto: Carlos E. L. Ferreira)

Os peixes de grande porte, como o badejo-quadrado, são os mais procurados pela pesca predatória. Além disso, demoram mais para chegar à vida adulta e entrar na fase de reprodução

Entre as espécies mais vulneráveis atualmente estão peixes de grande porte, como tubarões, raias e o grupo das garoupas e badejos. Eles demoram mais para crescer e atingir a idade adulta para a reprodução, além de serem muito procurados pela pesca predatória. A pesca também ameaça peixes pequenos e coloridos, capturados para serem vendidos em lojas de aquários.

Para Mariana, os resultados da pesquisa podem ajudar a traçar planos para preservar as espécies de recifes brasileiros. Além disso, pesquisadores de outros países podem usar o estudo para avaliar as espécies de outras regiões de recifes, como o Caribe. “O estudo pode indicar que espécies de peixes devem receber atenção especial e servir como exemplo de aplicação das características das espécies para compreender melhor sua vulnerabilidade”.

Ramon Ventura
Fernanda Távora.
Revista CHC.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

MICO LEÃO DE CARA PRETA

Nome científico: Leontopithecus caissara.
Nome popular: mico leão da cara preta.
Tamanho: cerca de 30 centímetros de comprimento (sem considerar a cauda que, em geral, tem a mesma medida do corpo do animal).
Peso: 600 gramas, aproximadamente.
Local onde é encontrado: na ilha de Superagui, dentro dos limites do Parque Nacional de Superagui - extremo norte do estado do Paraná - e em uma pequena porção continental vizinha à ilha, nos estados do Paraná e São Paulo.
Hábitat: áreas planas da Mata Atlântica no extremo sul de São Paulo e no extremo norte do Paraná.
Motivo da busca: animal ameaçado de extinção.

Cada grupo de micos-leões é territorialista, ou seja, utiliza uma parte da floresta para viver e defendem essa área da invasão de outros grupos de micos-leões.

Esses animais passam o dia percorrendo seu território se alimentando de frutos, folhas, sementes, pequenos anfíbios e insetos que vivem no interior das bromélias. Eles também comem cogumelos que nascem nos troncos das árvores durante o inverno, quando a disponibilidade de frutos na floresta é menor.

Ao final de um dia de atividades, as famílias de micos-leões se abrigam nos ocos das árvores para passar a noite.

Das quatro espécies de micos-leões - dourado, preto, da-cara-dourada e da-cara-preta, esta última é a que se encontra mais seriamente ameaçada de extinção. Hoje, os principais riscos são a reduzida população, estimada entre 400 e 500 indivíduos na natureza, e a pequena extensão de área em que são encontrados -- cerca de 300 quilômetros quadrados. Mas foi a caça, o tráfico de animais, a fragmentação e a perda de áreas de Mata Atlântica, um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo, que tornaram os micos-leões espécies raras e ameaçadas. 

O IPÊ -- Instituto de Pesquisas Ecológicas -- vem trabalhando pela conservação do mico-leão-da-cara-preta desde 1995. Ao longo desses anos, muito se aprendeu sobre a espécie para que fosse possível planejar o manejo dos micos-leões-da-cara-preta para outras áreas em que a população desse animal possa crescer o suficiente para tornar-se livre do risco de extinção. Tão importante quanto as pesquisas é a educação ambiental, para que a comunidade local compreenda a importância da preservação de sua fauna. E tão importante quanto a educação ambiental é a criação de fontes alternativas de renda, para que as pessoas deixem de caçar e vender os animais.

Como é possível perceber, todas as ações conjuntas buscam a conservação do mico-leão-da-cara-preta, e sendo esta uma espécie que precisa de sua floresta saudável, estamos também preservando o que restou da Mata Atlântica, um ecossistema tão rico em fauna e flora, que pode ser considerado um tesouro!

Antes de encerrar esta conversa, não custa lembrar que qualquer esforço de preservação necessita da ajuda de todos. Portanto, seja você também um protetor da natureza. Assim, você se tornará um aliado do mico-leão-da-cara-preta e de todas as espécies ameaçadas de extinção!


Ramon Ventura
Alexandre T. Amaral Nascimento, 
Projeto Conservação do Mico Leão da Cara Preta, 
Instituto de Pesquisas Ecológicas
Revista CHC

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

MOGNO

(Foto:upload.wikimedia.org)
Nome científico: Swietenia macrophylla.
Família: Meliaceae.
Onde ocorre: por toda a região amazônica, sendo mais frequente nas regiões Sul Sudeste do Pará.

Uma das madeiras mais cobiçadas e valorizadas no mundo todo, o mogno é chamado de "ouro verde da Amazônia". Suas sementes também alto valor de venda. O mogno pode atingir 40 metros de altura e sua madeira é de cor castanho-avermelhada, um pouco pesada e muito procurada pela fabricação de móveis, objetos de decoração e instrumentos musicais sofisticados. 

Para evitar a exploração exagerada e, com isso, a extinção da espécie, foram criados mecanismos de controle da extração do mogno e de outras árvores tropicais. Toda madeira comercializada deve ter um certificado de sua origem, mostrando que ela foi retirada de áreas que seguem rígidos padrões ambientais, e não extraída ilegalmente da floresta.


Ramon Ventura
Revista CHC

sábado, 26 de agosto de 2017

ARARAJUBA

Nome popular: Ararajuba.
Nome científico: Guaruba guarouba.
Tamanho: cerca de 35 centímetros, do bico à cauda.
Peso: aproximadamente, 250 gramas.
Local onde é encontrado: Maranhão, Pará, Sul do Amazonas e registros recentes para Mato Grosso e Rondônia.
Hábitat: florestas.
Motivo da busca: animal ameaçado de extinção

A ararabuja pertence à família Psitacideae, é parente de araras, papagaios, periquitos e jandaias. Aliás, ela poderia ser confundida com os papagaios, não fosse a sua cauda mais cumprida.

Essa ave ocorre apenas no Brasil e sua plumagem parece uma homenagem às cores do país: o corpo é amarelo-gema e as asas, verde-bandeira. Por possuir as duas principais cores da bandeira nacional, foi sugerida como ave símbolo do país, mas perdeu o título para o sabiá por ter a distribuição mais restrita à região amazônica, enquanto o sabiá ocorre em quase todas as regiões do país.

Embora a ararajuba seja uma ave de beleza muito exuberante, pouco se sabe sobre seus hábitos e sua relação com o meio ambiente. Isso porque ela gosta de se embrenhar na floresta, o que dificulta a observação por parte dos pesquisadores. Sabe-se, porém, que esta é uma ave muito sociável, gosta de andar em grupos até durante a reprodução, que ocorre entre outubro e fevereiro.

A ararajuba constrói seus ninhos em ocos de árvores altas, que chegam a ter 40 metros de altura - são árvores maduras, de madeira de lei, que levam séculos para atingir esse porte e, quando velhas, formam ocos. A abertura do ninho é situada a, aproximadamente, 30 metros de altura. o angelin é umas das árvores mais utilizadas por essa ave para fazer ninhos e dormitórios.

Na natureza, a ararajuba costuma colocar de quatro a cinco ovos, sendo que apenas dois a três filhotes sobrevivem. Os ovos são chocados por, aproximadamente, 25 dias. Depois que nascem, os filhotes levam cerca de dois meses para voar. Alguns casais cuidam sozinhos da alimentação de seus filhotes, mas é comum que outros membros do grupo os ajudem com essa tarefa.

Os adultos não dormem com os filhotes quando estão no ninho, mas em uma árvore próxima e retornam ai ninho pela manhã. Os membros do grupo defendem o local de nidificação atacando outras espécies que dele se aproximem. Aparentemente, os tucanos são os principais predadores de ovos e filhotes.

Todos os membros do grupo de ararajubas dormem juntos, ocupando uma mesma cavidade de árvore (dormitório). O tamanho do grupo varia de dois a sete indivíduos, incluindo os filhotes que já deixaram os ninhos. Esse grupo é chamado nuclear. Os indivíduos de um grupo nuclear - que dormem e realizam atividades do dia-a-dia juntos - podem voar com outros, formando bandos de até 30 indivíduos. 

A ararajuba alimenta-se, principalmente, dos frutos da maravuvuia - também chamada de dima -, como o murici, a bacaba e o anani.

As principais ameaçadas à existência da ararajuba são a captura de filhotes para comércio ilegal - a beleza da plumagem da espécia a faz cobiçada para esse tipo de atividade proibida por lei - e o desmatamento do ambiente em que vive. A derrubada das árvores na região amazônica, que tem ocorrido mais intensamente na porção que coincide com a área de ocorrência da ararajuba, além de reduzir os locais disponíveis para reprodução e abrigo desta espécie, é a maneira mais comum de se capturar as aves.


Ramon Ventura
Maria Alice S. Alves
Departamento de ecologia,
Universidade do estado do Rio de Janeiro.
Carlos Yamashita,
IBAMA, São Paulo.
Revista CHC.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

CHOQUINHA PEQUENA

(Foto: wiki aves)
Nome científico: Myrmotherula minor.
Nome popular: Choquinha pequena.
Família: Formicariidae.
Classe: Aves.
Ordem: Passeriformes.
Tamanho médio: Cerca de 8,4 Centímetros.
Local onde é encontrado: Na Bahia e no Sudeste do Brasil, de Espirito Santo, São Paulo e Santa Catarina no Bioma Atlântica.
Habitat: Vive em florestas primárias e em vegetação de crescimento secundário mais antigas, em regiões úmidas com ocorrência de bromeliáceas epífitas e musgos nas árvores.
Motivo da Busca: Animal ameaçado de extinção!

De Coloração cinza-escura, garganta negra e asas pontilhadas de branco. Com ocorrência restrita às matas do Sudeste do Brasil, possui registros duvidosos na região Amazônica. A espécie é encontrada geralmente em altitudes inferiores a 300 metros, embora tenha sido registrada de 780 metros a 900 metros. Pouco se sabe a respeito de sua biologia. Já foram observados indivíduos solitários forrageando nos estratos inferiores e média das matas e também em bandos pequenos, geralmente com seu congênere M. axillari. De acordo com Whitneu S Pachoco (1995) a espécie é quase sempre registrada próximo à água, tanto em florestas alagadas quanto nas proximidades de cursos de água corrente. Por se tratar de uma espécie de ocorrência no bioma da Floresta Atlântica, habitando principalmente florestas de baixada (abaixo de 300m), sujeitas a forte pressão antrópica.

Mede 8,4 cm de comprimento. O macho apresenta coloração em geral cinza-chumbo, garganta e peito negros e o encontro das asas tem penas brancas e pretas. A fêmea possui a cabeça e parte do dorso cinzas e o corpo é marrom claro. Tem ocorrência sintópica com a Choquinha-cinzenta (Myrmotherula unicolor), a cuja fêmea se assemelha muito.

A Choquinha pequena se alimenta de insetos que encontra vasculhando a galharia de arbustos no sub-bosque úmido, ou na galharia médio-inferior de árvores maiores cobertos de densa vegetação composta por plantas lianas (geralmente Poaceas), à meia altura. Acompanha bandos mistos com frequência de onde tira vantagem, pois captura os insetos afugentados pelas aves maiores e encontra segurança para forragear na vegetação mais aberta.

É uma ave rara e ameaçada pelo desmatamento, pois depende muito de um habitat conservado e áreas com vegetação primária ou pouco alterada pelo homem. Apesar disso, é uma ave muito dócil, de índole tranquila e que costuma ficar bons minutos pousada espreitando o observador, ou permanece forrageando calmamente a distâncias relativamente curtas de quem a observa, diferente das outras espécies da família que apresentam comportamento irrequieto, inclusive de sua congênere Myrmotherula unicolor. O macho responde imediatamente ao playback da espécie, tanto gravado, quanto assobiado. A fêmea, é mais discreta e parece espreitar o que acontece em distâncias mais seguras. Segue bandos mistos grandes, preferencialmente com Habia rubica como espécie nuclear, além de alguns Furnariídeos.


Infelizmente a espécie encontra-se altamente ameaçada, devido a destruição de seu habitat, seja ela por, desmatamento de suas arvores pela extração de madeiras, criação de pastos para gados, como também para plantações.

Ramon Ventura
Com informações wikiAves

quinta-feira, 18 de maio de 2017

MICO LEÃO PRETO

(upload.wikimedia.org)
Nome científico: Leontopithecus chrysopygus.
Nome popular: Mico leão preto.
Família: Callithrichidae.
Classe: Mammalia.
Ordem: Primates.
Tamanho médio: Medindo aproximadamente 30 cm com a cauda de 40 cm.
Peso: Em média 600 gramas
Local onde é encontrado: região Sul do Estado de São Paulo.
Habitat: É um animal endêmico da Mata Atlântica, ocorrendo em florestas semi-decíduas.
Motivo da Busca: Animal ameaçado de extinção!

É um primata de pequeno porte. Possui a pelagem muito abundante e brilhante principalmente ao redor da cabeça como uma juba, daí o nome de Mico leão. A cor é predominantemente preta com tons de castanho amarelado na região lombar e na base da cauda. A pele do rosto é quase nua, apresentando pés e mãos de cor negra. Não existe diferença entre machos e fêmeas. Alimentam-se basicamente de invertebrados, frutos, sementes, flores e pequenos vertebrados como rãs, lagartixas, filhotes de aves. Vivem em grupos de 2 a 7 indivíduos, e à noite dormem em buracos nos troncos das árvores. A gestação dura cerca de 4 meses e os nascimentos ocorrem geralmente à noite, entre os meses de setembro e novembro, sendo dois filhotes por ano. O período reprodutivo começa aproximadamente aos 2 anos.

É um animal endêmico da Mata Atlântica, ocorrendo em florestas semi-decíduas, altas florestas de brejo e floresta arbustiva, na margem norte do rio Paranapanema, oeste do rio Paraná e trechos do rio Tietê. Hoje está restrito à região sul do estado de São Paulo, compreendendo os municípios de Teodoro Sampaio e Gália. A espécie encontra-se protegida no Parque Estadual do Morro do Diabo/SP, na Reserva Estadual de Caetetus/SP e na Estação Ecológica do Mico preto/SP.

O mico leão preto é uma espécie que corre risco de extinção, sendo classificado como "em perigo" pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), apesar de já ter sido classificado na categoria "criticamente em perigo" em listas anteriores. Existe considerável esforço em preservar a espécie, como a translocação de indivíduos e implantação de corredores ecológicos, o que justifica a atual classificação da IUCN. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), no Brasil, classifica a espécie como "criticamente em perigo", mas a espécie é considerada como "em perigo" na lista de espécies ameaçadas do estado de São Paulo. 

Sua distribuição geográfica foi drasticamente reduzida por conta do desmatamento, e hoje o mico-leão-preto ocorre em apenas nove fragmentos de floresta, com a maior população ocorrendo no Parque Estadual Morro do Diabo. A população nesta unidade de conservação é de cerca de 820 indivíduos, e é a única viável a longo prazo: na Estação Ecológica dos Caetetus, a população é de cerca de 40, e os fragmentos restantes não somam mais do que 130 indivíduos, em subpopulações que não ultrapassam 20 indivíduos. Existe projetos de reprodução em cativeiro, e por conta disso, a população cativa, que era estimada em 112 indivíduos está crescendo.

Grande parte de seu habitat foi destruído no início do século XX, e a espécie foi considerada extinta por 65 anos, até a redescoberta de uma pequena população no Parque Estadual Morro do Diabo, por Adelmar Coimbra-Filho, em 1970. A situação da espécie poderia ser menos crítica visto que na década de 1940, foi criada a Grande Reserva do Pontal do Paranapanema, o Parque Estadual Morro do Diabo e a Reserva Lagoa São Paulo, todas unidades de conservação integral que protegeriam mais de 3 000 km² de floresta na área de distribuição geográfica do mico leão preto: apesar disso, a região foi desmatada, restando apenas o Parque Estadual Morro do Diabo, que possui pouco menos de 350 km². Após esses grandes desmatamentos, a construção da Usina Hidrelétrica de Rosana, no rio Paranapanema, inundou áreas do parque estadual que eram habitat do mico-leão, diminuindo ainda mais a área de ocorrência. Em 1984, o Instituto de Pesquisas Ecológicas realizou os primeiros estudos da espécie e até hoje é responsável por projetos de manejo de meta população, implantação de corredores ecológicos e educação ambiental, na região do Pontal do Paranapanema.

Uma notícia boa para alegrar a todos nós, é que ocorreu neste fim de ano. Dois filhotes de mico leão preto nasceram no Centro de Conservação da Fauna Silvestre de São Paulo.

Ramon Ventura
Com informações da Wikipedia.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

ROLINHA DO PLANALTO

(Foto:  Rafael Bessa)
Nome científico: Columbia cyanopis.
Nome popular: Rolinha do planalto.

Família: Columbidae.
Ordem: Columbidae.
Tamanho médio: 15,5 cm.
Local onde é encontrado: Mato Grosso (Cuiabá), Sul de Goiás (Rio Verde) e Oeste de São Paulo (Itapura) e Distrito Fedederal.
Habitat: habita campos sujos, campos cerrados e cerrados.
Motivo da Busca: Animal ameaçado de extinção!

A rolinha do planalto é uma ave Columbiforme da família Columbidae. Também conhecida como rolinha-brasileira ou pombinha olho azul.

É uma ave endêmica do Cerrado. Conhecida originalmente de cinco espécimes coletados no Mato Grosso (arredores de Cuiabá) em 1823-1825, foi posteriormente encontrada em Itapura, São Paulo, em 1904 (um espécime) e no sudeste de Goiás em 1940-1941 (dois espécimes). Uma pequena população, com até 12 aves, foi descoberta em junho de 2015 pelo ornitólogo Rafael Bessa em um campo rupestre no interior de Minas Gerais. Os dados de biologia obtidos a partir dessa redescoberta desafiam por completo alguns alegados registros recentes para Mato Grosso (década de 1980), em campo de arroz, e Mato Grosso do Sul, no campus da UFMS e em companhia de Columbina talpacoti. Relatos de que ocorre na Serra das Araras, Mato Grosso, são desprovidos de comprovação e, embora menos improváveis do que os anteriores, são igualmente sujeitos a questionamentos.

É um pequeno columbídeo com tamanho entre 15,5 e 17 centímetros de comprimento e cor predominantemente castanha.

Apresenta cabeça, pescoço e nuca de coloração castanho-avermelhada. O peito é castanho. O ventre também é castanho, porém apresenta esta coloração diluída. Crisso e penas subcaudais são brancos. O dorso é marrom e suas asas são acastanhadas, apresentando marcações em tonalidade azul-cobalto metálico sobre as coberteiras marrom-acastanhadas. As rêmiges primárias são marrom-acinzentadas e mais escuras que as rêmiges secundárias. O uropígio é marrom e as penas supracaudais são longas e castanho-avermelhadas, da mesma coloração apresentada na cabeça da ave. As retrizes são escuras, de coloração marrom-acinzentada e apresentam na porção terminal da face inferior uma estreita borda de coloração clara.

Os olhos são pequenos, como é característico das aves do gênero Columbina, e possuem coloração azul-escura conspícua. Bico cinza enegrecido, tarsos e pés rosados. As cores da fêmea são mais claras, principalmente nas partes inferiores. As crias apresentam manchas amareladas nas asas. Espécie afim: rolinha-roxa (Columbina talpacoti).

Esta espécie é muito rara, com recentes registros em somente três localidades, sugerindo que o total populacional seja extremamente pequeno e severamente fragmentado.

Um contínuo declínio é inevitável dadas as rápidas taxas de perda de habitat na região de ocorrência. Este fatores qualificam a espécie como: Criticamente ameaçada. 

A destruição massiva do Cerrado Brasileiro é a principal ameaça à existência desta espécie rara. A formação de pastagens para pecuária e agricultura e queimadas anuais são as principais causas da devastação de seu habitat.

Ramon ventura
Wikiaves.com

quinta-feira, 11 de maio de 2017

PICA PAU DE CARA AMARELA

Nome científico: Dryocopus galeatus
Nome popular: Pica-pau-de-cara-amarela
Família: Picidae
Ordem: Piciformes
Tamanho médio: 29cm.
Local onde é encontrado: De São Paulo a Rio Grande do Sul
Habitat: Matas de baixada no Rio Grande do Sul, e de regiões serranas no Paraná.
Motivo da Busca: Animal ameaçado de extinção!

Também conhecido como pica pau cara de canela, o animal de nome científico Dryocopus galeatus faz parte de uma lista grande de pica paus – como o pica pau branco, pica pau anão, pica pau do campo, entre outros.

A ave da família Picidae, talvez o menos conhecido dentre os demais, pela falta de pesquisas, estudos e informações sobre o animal. No entanto, esse tipo de pica pau se destaca em muitos quesitos dos demais.

Dentre seus diferenciais estão o seu tamanho e a sua pelugem, é um animal de grande porte, que pode chegar a 29 centímetros. A ave possui diversas colorações ao longo de seu corpo, com o peito marrom, borrado de branco e a barriga preta. Já a sua face, pela qual é conhecido, é composta por uma coloração marrom, preto e bege, o que lhe confere um aspecto sujo e pouco amigável.

Exclusivo da Mata Atlântica, o animal pode ser encontrado em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no Brasil, bem como em algumas regiões do Paraguai e Argentina. Para se reproduzir, o pica pau de cara amarela faz seu ninho em árvores a apenas 3 metros do solo.

O animal entrou na lista de animais ameaçados de extinção do Ministério do Meio Ambiente porque não existem registros de aves vivas. No Brasil, as últimas notícias que se tem são da década de 1940, em Santa Catarina e na de 1950 no Paraná. No entanto, o registro mais recente do pica pau de cara amarela vem da Argentina, quando um exemplar da espécie foi visto na cidade de Prissiones, em 1970.

Para especialistas, as causas são simples e envolvem as ações humanas. Isso porque, por habitar muitas regiões serranas, o animal sofreu com construções de estradas, ferrovias, entre outras, que o fizeram sofrer com a perda de seu habitat e, consequentemente, de sua população.

Além disso, o desmatamento também foi um fator decisivo na redução da espécie, já que o animal alimenta-se, basicamente, de insetos na casca e interior de árvores. Logo, com as queimadas e a ausência das mesmas, a espécie ficou sem alimento, ocasionando a morte de muitos animais.

Mas atualmente, internautas tem divulgado informações, de que este animal tem aparecidos em suas residências, felizmente uma ótima notícia, não acham!

Ramon ventura

Com informações do Pensamento verde.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

ENGRAÇADINHO

Nome científico: Hyphessobrycon flammeus.
Nomes populares: Engraçadinho, Flame tetra, Von Rio Tetra
Família: Characidae
Ordem: Characiformes
Tamanho médio: 4cm
Local onde é encontrado: Brasil (Rio de Janeiro)
Habitat: brejos, lagos e riachos
Motivo da Busca: Animal ameaçado de extinção!

Ele vive somente em brejos, lagos e riachos do Rio de Janeiro. Seu nome popular é engraçadinho, talvez porque, sendo ele todo vermelho, chame a atenção e seja considerado bem bonitinho.

O engraçadinho vive de quatro anos em cardumes com muitos indivíduos. Tem o habito de ficar entre as plantas de riachos de correnteza fraca, nos quais as águas apresentam temperatura amena, que variam de 22ºC a 28ºC. A espécie habita profundidades que não ultrapassam 50 centímetros. Sua alimentação inclui pequenos insetos, vermes, crustáceos e algumas plantas.

Embora sejam animais de comportamento tranquilo, de vez em quando os engraçadinhos se desentendem, as brigas acontecem quando os machos disputam a liderança dentro do cardume.

Falando em machos, descobrir o sexo dos peixes não é tarefa das mais fáceis. Entre os engraçadinhos, porém, as chances de acerto são altas. É que as fêmeas são maiores do que os machos e têm a barriga mais inchada. Eles, por sua vez, são mais coloridos e apresentam uma borda preta nas nadadeiras.

A espécie é ovípara – isso quer dizer que os filhotes se desenvolvem em ovos fora do corpo da mãe. A reprodução ocorre quando o macho paquera a fêmea, que coloca de 200 a 330 ovos em pedras, plantas ou troncos no fundo da água. Aí, então, o macho expele seu esperma para fecundar os ovos. Dentro de dois a três dias, os ovos eclodem e os engraçadinhos filhotes saem nadando!

Por sua beleza, a espécie é muito procurada por colecionadores de peixes e exportado para vários países da Europa e também para os Estados Unidos. A comercialização contribuiu para que o engraçadinho se tornasse um dos peixes mais raros dos riachos e brejos do Rio de Janeiro. Mas esse não é o único problema relacionado a ele: a poluição e destruição do ambiente em que vive também ameaçam a sua existência.

Ramon ventura
Jean Carlos Miranda,
Raquel Costa e
Rosana Mazzoni.
Laboratório de Ecologia de peixes,

Universidade do estado do Rio de Janeiro.
Revista CHC.