quarta-feira, 13 de maio de 2015

Sarapó

Nome científico: Gymnotus Pantherinus. Nome popular: Sarapó Seu tamanho é cerca de 13 centímetros, seu corpo é alongado e liso, que o ajuda na hora de se esconder e de procurar alimentos entre rochas, troncos e sob a vegetação debaixo d´água. É nos Riachos costeiros da Mata Atlântica no Sudeste do Brasil que este pequeno Peixe vive. Sua referência é por águas frescas e calmas. Quando encontra correnteza mais fortes, ele se enterra para se proteger. O Sarapó é um peixe de hábito noturno, de dia vive escondido e a noite aproveita a escuridão para sair, reproduzir e procurar seu alimento preferido: insetos aquáticos! Como no escuro no escuro não pode enxergar muita coisa, esse peixe, ao perceber a presença de uma presa, produz uma pequena descarga elétrica que paralisa o seu alo e o torna o fácil de capturar. O Sarapó é um peixe-elétrico, mas diferente de seus parentes- como o peixe Poraquê, cujo choque pode um homem adulto desmaiar-, a eletricidade produzida pelo sarapó é suficiente apenas para ajudá-la a capturar os tais insetos aquáticos que costuma comer. No que diz respeito a reprodução, a fêmea do Sarapó coloca cerca de mil ovos de uma vez. Parece muito, mas após o ataque de um predador pode não sobrar ovo algum. Para protege-los, o pai mantém todos juntos em um ninho e estão sempre por perto. Se naturalmente já é difícil para o sarapó chegar à idade adulta, imagine se os rios que eles habitam sofressem com o contínuo lançamento de esgoto, a poluição e o assoreamento, isto é, com a obstrução que resultado do desmatamento? Pois exatamente isso que está acontecendo. Os pesquisadores sabem muito pouco ainda sobre o Sarapó, mas concordam em um ponto: a espécie já se encontra ameaçada de extinção. Departamento de Ecologia Universidade do Estado do Rio de Janeiro

sábado, 14 de março de 2015

CUXIÚ-PRETO

É um Macaco único. Seu nome cientifico é Chiropotes Satanás, seu tamanho é em média 40 centímetros de corpo 40 centímetros de cauda. Pesa em média de três a quatro quilos. Encontra-se em parte da Amazônia, no leste do Estado do Pará e no oeste do Estado do Maranhão. A maior parte de seus pêlos são pretos, e tem um rabo comprido e peludo, parecendo um espanador. Passa o dia saltando nas copas da árvore altas, ele se alimenta de flores, brotos, insetos, aranha e frutas. Os Cuxiú-preto tem músculos na face, que são bem fortes, estes músculos formam no alto da cabeça, duas pontas cobertas de pelos, no queixo tem uma barba grossa, que são presentes nas fêmeas e nos machos. Eles vivem em grandes grupos de até 40 indivíduos. De vez em quando, estes grupos se dividem em grupos menores, para evitar a concorrência por comidas, os números de machos e fêmeas são bem equilibrado. Os cuxiús se dão bem com outras espécies como o Macaco-prego e o Macaco-de-cheiro, essa pode ser a maneira de reforçar a vigilância contra seus predadores, que são as cobras, gaviões e onças, e também para localizar comida. O Cuxiú-preto está ameaçado de extinção devido a caça, a gente que come sua carne e vende seu rabo como espanador. E devido o desmatamento e a destruição das matas.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

PITANGATUBA

Nome Popular: Pitangatuba Nome científico: Eugenia Selloi Família: Myrtaceae. Onde Ocorre: Restingas do Rio de Janeiro e do Espírito santo. A pitangatuba é um arbusto de até dois metros de altura, de copa mais o menos rala e de formato oval. Pode passar quase despercebida no meio da vegetação, mas os antigos habitantes do Brasil já apreciavam seus frutos, que têm perfume forte e são muito saborosos. As aves também gostam bastante de comer as pitangatubas. Embora seja parente das pitangas, em sua forma e aparência externa a pitangatuba lembra mais uma carambola em miniatura:alongada, de cor amarela-esverdeada, com gomos. A pitangatuba é naturalmente encontrada nas restingas do Sudeste do Brasil, especificamente, nos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Restingas são formações vegetais que ocorrem junto ao litoral, em Solos arenosos, e são considerados ecossistemas associados á Mata Atlântica. Imaginem que do mesmo modo que a pitangatuba muitas outras espécias vegetais ainda pouco conhecidos habitam as restingas que resistem no Litoral do Brasil. Por isso, preservar as restingas significa guardar um enorme patrimônio do nosso País. Escola Nacional de Saúde Pública/FIOCRUZ.

GRUMIXAMEIRA

A grumixama (Eugenia brasiliensis Lam., família Myrtaceae) é uma árvore brasileira da floresta pluvial da Mata Atlântica, também chamada grumixaba, grumixameira, cumbixaba, ibaporoiti. Árvore de até 15 m de altura, nativa das matas primárias desde a Bahia até Santa Catarina, em mata aluviais e encontas suaves, é hoje rara. Seus frutos - bagas globosas, de uma ou duas sementes -, além do consumo humano, atraem a avifauna. A grumixameira, apesar de ser tão brasileira até no nome, é muito pouco conhecida da população em geral. Era uma das frutas preferidas do escritor Monteiro Lobato, ele costumava chamar a fruta de cereja brasileira. Embora ameaçada a grumixameira começa a reaparecer nos jardins e nas praças, como arvore ornamenta, porque cresce lentamente. Ela é uma boa opção para a urbanização urbana.

PITOMBA

A pitomba (ou o pitombo ) é o fruto da pitombeira (Talisia esculenta), árvore presente desde a Região Amazônica até a Mata Atlântica, do Nordeste do Brasil ao Rio de Janeiro, na parte ocidental da Floresta Amazônica, entre os biomas Mata Atlântica e Caatinga e nos cerrados e cerradões do centro-oeste. Mas não é exclusiva do Brasil, podendo ser encontrada na Bolívia, no Paraguai, na Colômbia e no Peru.A árvore chega a ter até doze metros de altura. Seus frutos, drupas, são comestíveis, saborosos e muito consumidos tanto pelo homem como pela fauna. A pitomba possui em geral um a dois caroços revestidos por uma camada fina e suculenta, adocicada e um pouco ácida. Quando madura, a fruta tem a cor laranja e em média cerca de três centímetros. Estes frutos são comercializados nas feiras das regiões Norte e Nordeste no Brasil, sendo muito procurados por pássaros e amplamente cultivados em pomares domésticos por todo o país. Dá nome a uma tradicional festa pernambucana, a Festa da Pitomba, que pega carona na tradicional Festa de Nossa Senhora dos Prazeres, umas das mais antigas Manifestações Religiosas brasileiras. A festa acontece logo Após a Semana Santa, na região de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, durante os dez dias seguintes á Páscoa, bem na época da safra da Pitomba. Elas são muitos recomendadas para arborização urbana e recomposição de Matas.

CAMBUCÁ

Nome Científico: Plinia Edulis. Família: Myrtaceae. Onde ocorre: Rio de Janeiro a Santa Catarina. O cambucá, ou cambucazeiro, é uma árvore frutífera endêmica do Brasil e nativa da zona litorânea da Mata Atlântica. Seu fruto fez parte cotidiano dessa região até a primeira metade do século XX mas hoje é pouquíssimo conhecido. Da família das Myrtaceaes, à qual pertencem frutas populares, como a Goiaba, Jabuticaba, e Pitanga e e outras frutas igualmente esquecidas, como o Cambuci, Araçá e Gabiroba, há quem diga que o cambucá é uma das frutas mais saborosas que há no Brasil e no mundo. Suas flores são brancas e surgem solitárias ou em grupos no caule e, como nas jabuticabeiras, os frutos do cambucá brotam direto do caule da árvore. Os frutos tem de 4 a 7 cm de diâmetro, são arredondados e achatados nos pólos, tem a casca lisa, com sulcos de leve relevo longitudinais e coloração intensamente amarelo-alaranjada. Sua polpa é suculenta e também amarelo-alaranjada; seu sabor, que lembra o da jabuticaba, é intenso e de um agridoce balanceado sem adstringência. Considerada uma raridade da Mata Atlântica, a espécie está praticamente limitada ao que restou de seu ambiente natural, alguns pomares de produtores de frutas raras, jardins botânicos e poucas chácaras e quintais anônimos. Esta árvore, que atinge de 5 a 10 metros de Altura, já foi muito popular. Seus frutos eram muitos explorados e apreciados, mas, infelizmente replantados. Apesar de ameaçado de extinção, o cambucá é usado popularmente até para tratar infecções na garganta e também problemas no estômago. É preciso preservar os pés de cambucás que ainda resistem e cultivar a espécie para reduzir os prejuízos da nossa flora.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

JEQUITIBÁ-ROSA

O Jequitibá-rosa é considerado a maior árvore nativa do brasil. Seu nome cientifico é Cariniana legalis. Ocorre na mata atlântica, principalmente nas encostas úmidas e na florestas, compostas pelas arvores mais altas. É difícil não se impressionar ao avistar um jequitibá-rosa, cuja altura pode atingir 50 metros e o tronco ter mais de 10 metros de diâmetro. Algumas dessas arvores tem mais de 1.500 anos e ainda produzem frutos- na qual os macacos adoram. Por causa de sua madeira nobre, o jequitibá-rosa foi quase extinto na natureza. Mas essa história pode tomar outro rumo. Afinal, esta arvore se adapta bem aos locais úmidos e é indicada para a recomposição de matas ciliares ou de galerias, aquelas que margeiam os rios. A planta agradece dando sobre e agua fresca. CIÊNCIA HOJE