quarta-feira, 24 de maio de 2017

CHOQUINHA PEQUENA

(Foto: wiki aves)
Nome científico: Myrmotherula minor.
Nome popular: Choquinha pequena.
Família: Formicariidae.
Classe: Aves.
Ordem: Passeriformes.
Tamanho médio: Cerca de 8,4 Centímetros.
Local onde é encontrado: Na Bahia e no Sudeste do Brasil, de Espirito Santo, São Paulo e Santa Catarina no Bioma Atlântica.
Habitat: Vive em florestas primárias e em vegetação de crescimento secundário mais antigas, em regiões úmidas com ocorrência de bromeliáceas epífitas e musgos nas árvores.
Motivo da Busca: Animal ameaçado de extinção!

De Coloração cinza-escura, garganta negra e asas pontilhadas de branco. Com ocorrência restrita às matas do Sudeste do Brasil, possui registros duvidosos na região Amazônica. A espécie é encontrada geralmente em altitudes inferiores a 300 metros, embora tenha sido registrada de 780 metros a 900 metros. Pouco se sabe a respeito de sua biologia. Já foram observados indivíduos solitários forrageando nos estratos inferiores e média das matas e também em bandos pequenos, geralmente com seu congênere M. axillari. De acordo com Whitneu S Pachoco (1995) a espécie é quase sempre registrada próximo à água, tanto em florestas alagadas quanto nas proximidades de cursos de água corrente. Por se tratar de uma espécie de ocorrência no bioma da Floresta Atlântica, habitando principalmente florestas de baixada (abaixo de 300m), sujeitas a forte pressão antrópica.

Mede 8,4 cm de comprimento. O macho apresenta coloração em geral cinza-chumbo, garganta e peito negros e o encontro das asas tem penas brancas e pretas. A fêmea possui a cabeça e parte do dorso cinzas e o corpo é marrom claro. Tem ocorrência sintópica com a Choquinha-cinzenta (Myrmotherula unicolor), a cuja fêmea se assemelha muito.

A Choquinha pequena se alimenta de insetos que encontra vasculhando a galharia de arbustos no sub-bosque úmido, ou na galharia médio-inferior de árvores maiores cobertos de densa vegetação composta por plantas lianas (geralmente Poaceas), à meia altura. Acompanha bandos mistos com frequência de onde tira vantagem, pois captura os insetos afugentados pelas aves maiores e encontra segurança para forragear na vegetação mais aberta.

É uma ave rara e ameaçada pelo desmatamento, pois depende muito de um habitat conservado e áreas com vegetação primária ou pouco alterada pelo homem. Apesar disso, é uma ave muito dócil, de índole tranquila e que costuma ficar bons minutos pousada espreitando o observador, ou permanece forrageando calmamente a distâncias relativamente curtas de quem a observa, diferente das outras espécies da família que apresentam comportamento irrequieto, inclusive de sua congênere Myrmotherula unicolor. O macho responde imediatamente ao playback da espécie, tanto gravado, quanto assobiado. A fêmea, é mais discreta e parece espreitar o que acontece em distâncias mais seguras. Segue bandos mistos grandes, preferencialmente com Habia rubica como espécie nuclear, além de alguns Furnariídeos.


Infelizmente a espécie encontra-se altamente ameaçada, devido a destruição de seu habitat, seja ela por, desmatamento de suas arvores pela extração de madeiras, criação de pastos para gados, como também para plantações.

Ramon Ventura
Com informações wikiAves

quinta-feira, 18 de maio de 2017

MICO LEÃO PRETO

(upload.wikimedia.org)
Nome científico: Leontopithecus chrysopygus.
Nome popular: Mico leão preto.
Família: Callithrichidae.
Classe: Mammalia.
Ordem: Primates.
Tamanho médio: Medindo aproximadamente 30 cm com a cauda de 40 cm.
Peso: Em média 600 gramas
Local onde é encontrado: região Sul do Estado de São Paulo.
Habitat: É um animal endêmico da Mata Atlântica, ocorrendo em florestas semi-decíduas.
Motivo da Busca: Animal ameaçado de extinção!

É um primata de pequeno porte. Possui a pelagem muito abundante e brilhante principalmente ao redor da cabeça como uma juba, daí o nome de Mico leão. A cor é predominantemente preta com tons de castanho amarelado na região lombar e na base da cauda. A pele do rosto é quase nua, apresentando pés e mãos de cor negra. Não existe diferença entre machos e fêmeas. Alimentam-se basicamente de invertebrados, frutos, sementes, flores e pequenos vertebrados como rãs, lagartixas, filhotes de aves. Vivem em grupos de 2 a 7 indivíduos, e à noite dormem em buracos nos troncos das árvores. A gestação dura cerca de 4 meses e os nascimentos ocorrem geralmente à noite, entre os meses de setembro e novembro, sendo dois filhotes por ano. O período reprodutivo começa aproximadamente aos 2 anos.

É um animal endêmico da Mata Atlântica, ocorrendo em florestas semi-decíduas, altas florestas de brejo e floresta arbustiva, na margem norte do rio Paranapanema, oeste do rio Paraná e trechos do rio Tietê. Hoje está restrito à região sul do estado de São Paulo, compreendendo os municípios de Teodoro Sampaio e Gália. A espécie encontra-se protegida no Parque Estadual do Morro do Diabo/SP, na Reserva Estadual de Caetetus/SP e na Estação Ecológica do Mico preto/SP.

O mico leão preto é uma espécie que corre risco de extinção, sendo classificado como "em perigo" pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), apesar de já ter sido classificado na categoria "criticamente em perigo" em listas anteriores. Existe considerável esforço em preservar a espécie, como a translocação de indivíduos e implantação de corredores ecológicos, o que justifica a atual classificação da IUCN. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), no Brasil, classifica a espécie como "criticamente em perigo", mas a espécie é considerada como "em perigo" na lista de espécies ameaçadas do estado de São Paulo. 

Sua distribuição geográfica foi drasticamente reduzida por conta do desmatamento, e hoje o mico-leão-preto ocorre em apenas nove fragmentos de floresta, com a maior população ocorrendo no Parque Estadual Morro do Diabo. A população nesta unidade de conservação é de cerca de 820 indivíduos, e é a única viável a longo prazo: na Estação Ecológica dos Caetetus, a população é de cerca de 40, e os fragmentos restantes não somam mais do que 130 indivíduos, em subpopulações que não ultrapassam 20 indivíduos. Existe projetos de reprodução em cativeiro, e por conta disso, a população cativa, que era estimada em 112 indivíduos está crescendo.

Grande parte de seu habitat foi destruído no início do século XX, e a espécie foi considerada extinta por 65 anos, até a redescoberta de uma pequena população no Parque Estadual Morro do Diabo, por Adelmar Coimbra-Filho, em 1970. A situação da espécie poderia ser menos crítica visto que na década de 1940, foi criada a Grande Reserva do Pontal do Paranapanema, o Parque Estadual Morro do Diabo e a Reserva Lagoa São Paulo, todas unidades de conservação integral que protegeriam mais de 3 000 km² de floresta na área de distribuição geográfica do mico leão preto: apesar disso, a região foi desmatada, restando apenas o Parque Estadual Morro do Diabo, que possui pouco menos de 350 km². Após esses grandes desmatamentos, a construção da Usina Hidrelétrica de Rosana, no rio Paranapanema, inundou áreas do parque estadual que eram habitat do mico-leão, diminuindo ainda mais a área de ocorrência. Em 1984, o Instituto de Pesquisas Ecológicas realizou os primeiros estudos da espécie e até hoje é responsável por projetos de manejo de meta população, implantação de corredores ecológicos e educação ambiental, na região do Pontal do Paranapanema.

Uma notícia boa para alegrar a todos nós, é que ocorreu neste fim de ano. Dois filhotes de mico leão preto nasceram no Centro de Conservação da Fauna Silvestre de São Paulo.

Ramon Ventura
Com informações da Wikipedia.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

ROLINHA DO PLANALTO

(Foto:  Rafael Bessa)
Nome científico: Columbia cyanopis.
Nome popular: Rolinha do planalto.

Família: Columbidae.
Ordem: Columbidae.
Tamanho médio: 15,5 cm.
Local onde é encontrado: Mato Grosso (Cuiabá), Sul de Goiás (Rio Verde) e Oeste de São Paulo (Itapura) e Distrito Fedederal.
Habitat: habita campos sujos, campos cerrados e cerrados.
Motivo da Busca: Animal ameaçado de extinção!

A rolinha do planalto é uma ave Columbiforme da família Columbidae. Também conhecida como rolinha-brasileira ou pombinha olho azul.

É uma ave endêmica do Cerrado. Conhecida originalmente de cinco espécimes coletados no Mato Grosso (arredores de Cuiabá) em 1823-1825, foi posteriormente encontrada em Itapura, São Paulo, em 1904 (um espécime) e no sudeste de Goiás em 1940-1941 (dois espécimes). Uma pequena população, com até 12 aves, foi descoberta em junho de 2015 pelo ornitólogo Rafael Bessa em um campo rupestre no interior de Minas Gerais. Os dados de biologia obtidos a partir dessa redescoberta desafiam por completo alguns alegados registros recentes para Mato Grosso (década de 1980), em campo de arroz, e Mato Grosso do Sul, no campus da UFMS e em companhia de Columbina talpacoti. Relatos de que ocorre na Serra das Araras, Mato Grosso, são desprovidos de comprovação e, embora menos improváveis do que os anteriores, são igualmente sujeitos a questionamentos.

É um pequeno columbídeo com tamanho entre 15,5 e 17 centímetros de comprimento e cor predominantemente castanha.

Apresenta cabeça, pescoço e nuca de coloração castanho-avermelhada. O peito é castanho. O ventre também é castanho, porém apresenta esta coloração diluída. Crisso e penas subcaudais são brancos. O dorso é marrom e suas asas são acastanhadas, apresentando marcações em tonalidade azul-cobalto metálico sobre as coberteiras marrom-acastanhadas. As rêmiges primárias são marrom-acinzentadas e mais escuras que as rêmiges secundárias. O uropígio é marrom e as penas supracaudais são longas e castanho-avermelhadas, da mesma coloração apresentada na cabeça da ave. As retrizes são escuras, de coloração marrom-acinzentada e apresentam na porção terminal da face inferior uma estreita borda de coloração clara.

Os olhos são pequenos, como é característico das aves do gênero Columbina, e possuem coloração azul-escura conspícua. Bico cinza enegrecido, tarsos e pés rosados. As cores da fêmea são mais claras, principalmente nas partes inferiores. As crias apresentam manchas amareladas nas asas. Espécie afim: rolinha-roxa (Columbina talpacoti).

Esta espécie é muito rara, com recentes registros em somente três localidades, sugerindo que o total populacional seja extremamente pequeno e severamente fragmentado.

Um contínuo declínio é inevitável dadas as rápidas taxas de perda de habitat na região de ocorrência. Este fatores qualificam a espécie como: Criticamente ameaçada. 

A destruição massiva do Cerrado Brasileiro é a principal ameaça à existência desta espécie rara. A formação de pastagens para pecuária e agricultura e queimadas anuais são as principais causas da devastação de seu habitat.

Ramon ventura
Wikiaves.com

quinta-feira, 11 de maio de 2017

PICA PAU DE CARA AMARELA

Nome científico: Dryocopus galeatus
Nome popular: Pica-pau-de-cara-amarela
Família: Picidae
Ordem: Piciformes
Tamanho médio: 29cm.
Local onde é encontrado: De São Paulo a Rio Grande do Sul
Habitat: Matas de baixada no Rio Grande do Sul, e de regiões serranas no Paraná.
Motivo da Busca: Animal ameaçado de extinção!

Também conhecido como pica pau cara de canela, o animal de nome científico Dryocopus galeatus faz parte de uma lista grande de pica paus – como o pica pau branco, pica pau anão, pica pau do campo, entre outros.

A ave da família Picidae, talvez o menos conhecido dentre os demais, pela falta de pesquisas, estudos e informações sobre o animal. No entanto, esse tipo de pica pau se destaca em muitos quesitos dos demais.

Dentre seus diferenciais estão o seu tamanho e a sua pelugem, é um animal de grande porte, que pode chegar a 29 centímetros. A ave possui diversas colorações ao longo de seu corpo, com o peito marrom, borrado de branco e a barriga preta. Já a sua face, pela qual é conhecido, é composta por uma coloração marrom, preto e bege, o que lhe confere um aspecto sujo e pouco amigável.

Exclusivo da Mata Atlântica, o animal pode ser encontrado em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no Brasil, bem como em algumas regiões do Paraguai e Argentina. Para se reproduzir, o pica pau de cara amarela faz seu ninho em árvores a apenas 3 metros do solo.

O animal entrou na lista de animais ameaçados de extinção do Ministério do Meio Ambiente porque não existem registros de aves vivas. No Brasil, as últimas notícias que se tem são da década de 1940, em Santa Catarina e na de 1950 no Paraná. No entanto, o registro mais recente do pica pau de cara amarela vem da Argentina, quando um exemplar da espécie foi visto na cidade de Prissiones, em 1970.

Para especialistas, as causas são simples e envolvem as ações humanas. Isso porque, por habitar muitas regiões serranas, o animal sofreu com construções de estradas, ferrovias, entre outras, que o fizeram sofrer com a perda de seu habitat e, consequentemente, de sua população.

Além disso, o desmatamento também foi um fator decisivo na redução da espécie, já que o animal alimenta-se, basicamente, de insetos na casca e interior de árvores. Logo, com as queimadas e a ausência das mesmas, a espécie ficou sem alimento, ocasionando a morte de muitos animais.

Mas atualmente, internautas tem divulgado informações, de que este animal tem aparecidos em suas residências, felizmente uma ótima notícia, não acham!

Ramon ventura

Com informações do Pensamento verde.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

ENGRAÇADINHO

Nome científico: Hyphessobrycon flammeus.
Nomes populares: Engraçadinho, Flame tetra, Von Rio Tetra
Família: Characidae
Ordem: Characiformes
Tamanho médio: 4cm
Local onde é encontrado: Brasil (Rio de Janeiro)
Habitat: brejos, lagos e riachos
Motivo da Busca: Animal ameaçado de extinção!

Ele vive somente em brejos, lagos e riachos do Rio de Janeiro. Seu nome popular é engraçadinho, talvez porque, sendo ele todo vermelho, chame a atenção e seja considerado bem bonitinho.

O engraçadinho vive de quatro anos em cardumes com muitos indivíduos. Tem o habito de ficar entre as plantas de riachos de correnteza fraca, nos quais as águas apresentam temperatura amena, que variam de 22ºC a 28ºC. A espécie habita profundidades que não ultrapassam 50 centímetros. Sua alimentação inclui pequenos insetos, vermes, crustáceos e algumas plantas.

Embora sejam animais de comportamento tranquilo, de vez em quando os engraçadinhos se desentendem, as brigas acontecem quando os machos disputam a liderança dentro do cardume.

Falando em machos, descobrir o sexo dos peixes não é tarefa das mais fáceis. Entre os engraçadinhos, porém, as chances de acerto são altas. É que as fêmeas são maiores do que os machos e têm a barriga mais inchada. Eles, por sua vez, são mais coloridos e apresentam uma borda preta nas nadadeiras.

A espécie é ovípara – isso quer dizer que os filhotes se desenvolvem em ovos fora do corpo da mãe. A reprodução ocorre quando o macho paquera a fêmea, que coloca de 200 a 330 ovos em pedras, plantas ou troncos no fundo da água. Aí, então, o macho expele seu esperma para fecundar os ovos. Dentro de dois a três dias, os ovos eclodem e os engraçadinhos filhotes saem nadando!

Por sua beleza, a espécie é muito procurada por colecionadores de peixes e exportado para vários países da Europa e também para os Estados Unidos. A comercialização contribuiu para que o engraçadinho se tornasse um dos peixes mais raros dos riachos e brejos do Rio de Janeiro. Mas esse não é o único problema relacionado a ele: a poluição e destruição do ambiente em que vive também ameaçam a sua existência.

Ramon ventura
Jean Carlos Miranda,
Raquel Costa e
Rosana Mazzoni.
Laboratório de Ecologia de peixes,

Universidade do estado do Rio de Janeiro.
Revista CHC.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

TETRA OURO

(Foto: Aquaportail.com)
Nome científico: Rachoviscus crassiceps.
Nome popular: tetra-ouro ou lambari-da-restinga.
Tamanho médio: aproximadamente, quatro centímetros.
Local onde é encontrado: riachos costeiros do sul do Brasil.
Habitat: Mata Atlântica.
Motivo da Busca: animal ameaçado de extinção!

Ele pode ser pequeno, mas chama uma atenção enorme com suas cores intensas. Amarelo e vermelho predominam em diversos tons e ele se destaca mesmo nadando nos riachos de águas escuras – porém, limpas! – do sul do Brasil, região onde vive.

Acontece que ver o tetra-ouro ou lambari-da-restinga é algo raro. Para que esse peixinho apareça, o ambiente em que vive precisa estar preservado e ter uma grande oferta de alimentos. Microcrustáceos, insetos aquáticos e terrestres, larvas de mosquitos, algas e aracnídeos fazem parte do seu cardápio.

Na hora da refeição, pelo menos cinco desses pequenos peixes se reúnem, formando um cardume que segue em busca de comida.

É fácil distinguir os machos e as fêmeas nesta espécie. O macho tem a barriga mais magra e retinha, além de cores mais fortes. Ele também tem um ganchinho na nadadeira que traz presa à barriga. Esse gancho é que o ajuda a se manter pertinho da fêmea na hora do acasalamento. Falando nas fêmeas... Elas são menos coloridas e têm a barriga mais larga e roliça, principalmente no período de reprodução. Ao avistarem uma fêmea nessas condições, os machos ficam agressivos entre si para disputar o posto de namorado dela.

Quer saber por que o tetra-ouro veio parar na Fauna e Flora Ameaçadas de Extinção? Porque o ambiente em que esse peixe vive está ameaçado com o crescimento desordenado das cidades. O surgimento de muitos prédios e condomínios faz desaparecer o equilíbrio natural, prejudicando inúmeras espécies, entre elas o nosso peixinho supercolorido.

Ramon Ventura
Jean Carlos Miranda,
Luisa Resende Manna e
Rosana Mazzoni,
Departamento de Ecologia,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Revista CHC.

terça-feira, 2 de maio de 2017

PAU-CRAVO

(Foto: Plantas Exóticas)
Nome cientifico: Dicypellium caryophyllaceum.
Familia: Lauraceae.
Onde ocorre: nos estados do Pará e do maranhão.
Motivo da busca: Planta ameaçada de extinção.

O nome popular desta árvore amazônica tem origem no aroma que suas folhas exalam, muito ao conhecido cravo-da-índia - condimento usado no preparo de alguns doces. A semelhança se deve ao predomínio da mesma substância aromática no óleo essencial das duas espécies: o eugenol. Por seu efeito antisséptico e analgésico, essa substância também é muito usada pelos dentistas na obturação de dentes. 

Os diversos usos do pau-cravo levaram à sua exploração intensa desde o tempo do Brasil colonial. Como resultado, a espécie foi praticamente extinta. E, 2009, pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi redescobriram uma população de 189 indivíduos de pau-cravo no município de Juruti, no estado do Pará. Hoje conta com mais de duas centenas. Uma bela notícia!    

Ramon ventura.
Revista CHC.

sábado, 29 de abril de 2017

MORCEGO-VERMELHO

(Foto: Reprodução)
Nome científico: Myotis ruber.
Nome popular: morcego-vermelho.
Tamanho: de 67 a 72 milímetros da ponta do focinho a ponta da cauda.
Peso médio: de cinco a nome gramas, aproximadamente.
Local onde é encontrado: no sudoeste e sul do Brasil, assim como em determinados locais da Argentina e do Paraguai.
Habitat: matas e áreas de brejos.
Motivo da busca: animal ameaçado de extinção!

Ele tem pelos avermelhados, asas compridas e estreitas, perfeitas para das mais velocidade e agilidade no voo. Gosta de sair à noite e se vier na direção de seu pescoço... saiba que deve estar vendo algum mosquito pousado nele! O morcego-vermelho não tem hábitos parecidos com os do protagonista da história do Conde Drácula. Como a maioria dos morcegos, ele não está nem aí para o seu pescoço. Sua dieta é de sangue, mas de insetos!

Moscas, besouros, cupins, mariposas. Esses, sim, devem temer ao morcego-vermelho. Seus dentes são adaptados a quebrar o exoesqueleto, uma camada que fica por fora do corpo dos insetos.

Como são animais mais ativos à noite, morcegos em geral passam o dia descansando em abrigos como ocos e folhagens das árvores, frestas em rochas e construções feitas pelo homem.

O morcego-vermelho normalmente é encontrado em pequenos grupos de cinco a 20 indivíduos. Na reprodução, a fêmea só gera um filhote a cada gestação, que dura quase três meses, sempre na primavera. Mamíferos que são, os filhotes desta espécie mamam em sua mãe por cerca de dois meses.

(Foto: Reprodução)

O morcego-vermelho é muito sensível às mudanças no ambiente provocadas pelo homem, como o aumento da poluição, o desmatamento e a destruição das matas onde vive. Para que se conheça ainda melhor a espécie e para que haja um equilíbrio da cadeia alimentar, são de grande importância a recuperação e a proteção dos locais onde ela é encontrada.

Ramon ventura.
Adriana Bocchighieri,
Universidade de Brasília e
André Faria Mendonça,
Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Revista CHC. 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

ARARINHA-AZUL

(Foto: Gloria Jafet/Fundação Parque Zoológico de São Paulo)
Nome científico: Cyanopsitta spixii
Nome popular: Ararinha-azul.
Locais onde é encontrado: Bahia e Pernambuco.
Habitat: A ararinha-azul vivia numa pequena região da Caatinga, no nordeste da Bahia e oeste de Pernambuco, em matas localizadas nas margens de riachos.
Motivo da busca: Animal ameaçado de extinção.

Uma ave pequena, com menos de 60 centímetros, bico negro, corpo coberto por penas azuis e cabeça com penas acinzentadas. Essa é a ararinha-azul. Agora tente imaginá-la voando por aí. Que beleza deve ser, não é mesmo? Infelizmente, é só isso que podemos fazer agora, ou, no máximo, encontrar alguma foto ou vídeo raro desse momento. Afinal, a natureza perdeu essa espécie, personagem principal do desenho animado Rio, que chegou em 2011 aos cinemas.

Da Bahia para a Alemanha

Em 1819, enquanto viajava pela Bahia com seu colega Carl F. P. von Martius, o pesquisador alemão Johann Baptist von Spix encontrou um exemplar de ararinha-azul. Na época, a ciência ainda não tinha batizado esta espécie, e Spix não percebeu que se tratava de uma arara diferente das outras. Ele pensava que havia encontrado um indivíduo da arara-azul-grande.

Alguns anos depois, o cientista Johann Georg Wagler passou a estudar o material que Spix levou para a Alemanha após sua viagem pelo Brasil. Lá, Wagler percebeu que a arara encontrada por Spix na Bahia era uma espécie nova, e então a descreveu em um trabalho científico.

A palavra ararinha é um diminutivo em português da palavra arara, cuja origem é indígena. Os indígenas podem ter criado o nome arara devido à voz de algumas espécies, que emitem um som parecido com “ará”. Mas arara pode ter surgido também a partir da abreviação da palavra guirá (“pássaro”), que virou ará. Arara seria então o aumentativo de ará, indicando um “pássaro grande”, já que algumas espécies de araras têm grande tamanho.

Hoje, a ararinha-azul é conhecida pelos pesquisadores como Cyanopsitta spixii. O nome do gênero (Cyanopsitta) significa “papagaio azul-escuro” em grego, enquanto o nome específico (spixii) é uma homenagem de Wagler ao amigo Spix.

Raridade

Desde a viagem de Spix pelo Brasil, poucos foram os registros de Cyanopsitta spixii. Durante algumas décadas, ninguém a viu na natureza, até que três indivíduos foram reencontrados em 1986. Em 1990, o último exemplar foi visto e passou a ser acompanhado, até desaparecer em 2000. A destruição das matas às margens dos riachos da região onde a ararinha-azul vivia e o tráfico de animais silvestres foram os principais responsáveis pela extinção desta espécie na natureza.

Um pouco de esperança

A ararinha-azul desapareceu da natureza, mas ainda não foi extinta. Restam aproximadamente 80 indivíduos da espécie criados em cativeiro, como parte de um programa de conservação realizado em vários países. Com o nascimento de filhotes, espera-se que aos poucos a população da ararinha aumente, e que, no futuro, a espécie possa ser reintroduzida em seu habitat natural. Se isso ocorrer, nosso céu voltará a ficar mais azul.

Ramon ventura
Henrique Caldeira Costa,
Departamento de Zoologia, UFMG


Revista CHC.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

GRITADOR-DO-NORDESTE

Nome científico: Cichlocolaptes mazarbarnetti
Nome popular: gritador-do-nordeste.
Locais onde é encontrado: Alagoas
Habitat: em áreas de topo de serra, em regiões com bromélia
Motivo da busca: Animal ameaçado de extinção

Espécie de pássaro brasileiro acaba de ser descoberta e já corre risco de extinção.

Ainda conhecemos pouco da biodiversidade da natureza. Prova disso é que, todos os dias, novas espécies de animais são descobertas pelos cientistas. Aqui no Brasil, por exemplo, acaba de ser encontrada uma espécie de pássaro batizada de Cichlocolaptes mazarbarnetti, também nomeada de gritador-do-nordeste.

O novo pássaro brasileiro, o gritador-do-nordeste, pertence à mesma família do joão-de-barro.

O achado foi feito no município nordestino de Murici, em Alagoas. Durante uma expedição que tinha como objetivo fotografar e estudar pássaros que correm o risco de ser extintos, os pesquisadores avistaram um exemplar que parecia ser o Philydor novaesi, espécie em extinção popularmente chamada de limpa-folha-do-nordeste.

No entanto, a equipe percebeu que o pio do pássaro era bem diferente do som que seria esperado para um limpa-folha. Foi aí que eles repararam que não se tratava de um limpa-folha, mas sim de uma nova espécie muito parecida. O pio estridente do novo pássaro foi um dos fatores que levaram os cientistas a batizá-lo de gritador.

O nome também se refere a uma lenda da região. Segundo a história, dois irmãos saíram para caçar e um deles acabou morrendo na jornada. Triste e inconformado, o irmão que sobreviveu permaneceu o resto de sua vida gritando na floresta o nome do parente falecido, na esperança de encontrá-lo vivo, o que jamais aconteceria.

Gritador em risco

Assim como o irmão da lenda, o gritador-do-nordeste parece estar gritando para encontrar outros exemplares iguais a ele. No entanto, assim como na história, a busca também não está sendo bem-sucedida, já que poucos exemplares da espécie são encontrados atualmente por conta da destruição de seu habitat.

“O gritador vive em áreas de topo de serra, em regiões com bromélias”, conta o biólogo do Centro de Estudos Ornitológicos (CEO) Dante Buzzetti, um dos descobridores do gritador-do-nordeste. “Ele usa essa planta como fonte de alimentação, onde encontra pequenos artrópodes como insetos e aranhas. Mas essas áreas vêm sendo destruídas, principalmente para plantação de cana-de-açúcar e, sem as bromélias, o gritador não sobrevive.”

O novo pássaro é tão raro que os cientistas ainda não conseguiram fotografá-lo, tendo produzido apenas desenhos. Para que o pássaro não seja extinto, Dante acredita que são necessárias campanhas para chamar a atenção para a preservação da espécie. Tomara que não seja tarde demais para salvá-lo!

Ramon Ventura
Lucas Lucariny

Revista CHC.